OSMAN GAZEL: RESGATE DE UM PERSONAGEM HISTÓRICO DE ALENQUER


Osman Batista Gazel, comerciante, seringalista e pecuarista alenquerense (Foto: Arquivo da Família Gazel).

Silvan Cardoso

Osman Gazel é um personagem de Alenquer que ficou no esquecimento por décadas. Embora não esteja atualmente entre as figuras de destaque nos relatos em conversas de esquina ou publicações locais, sua trajetória de vida no meio social pode ser considerada uma parcela de contribuição para este município.

Filho de libanês 

Um imigrante libanês, chamado Felix de Almeida Gazel, morou em Alenquer nas primeiras décadas do século XX, onde constituiu família com Ana Batista Gazel, com quem teve seis filhos: Osman, Aderaldo, Labibe, Ana “Nazita”, Humbertina e Mary.

Um desses filhos, Osman Batista Gazel, nasceu no município ximango no dia 07 de fevereiro de 1921. Casou-se com Lair Macedo, irmã do ex-prefeito Edson Macedo, com teve oito filhos (não necessariamente ordem de nascimento): Eliana, Eliene, Eliete, Elicele, Elinelson, Elielcio, Aderaldo e Osman Filho.

Seu pai, Felix Gazel, faleceu no dia 21 de dezembro de 1939.

Saga pelos rios amazonenses

Osman Gazel foi um dos alenquerenses que muito trabalhou com navegação. Foi proprietário do barco Gazel, que fazia regatão (ou seja, navegava vendendo diversos tipos de mercadorias pelas localidades isoladas) de Manaus à Eirunepé, cidade do Amazonas que fica na fronteira com o estado do Acre.

Osman morou por um tempo na cidade de Eirunepé, onde trabalharia como comerciante e seringalista. Estabilizou-se financeiramente nesse município e tanto se destacou, que chegou a conquistar uma medalha de melhor seringalista de Eirunepé.

Seu trabalho de navegante o fez desafiar o rio Juruá, o mais sinuoso do mundo, para que levasse as mercadorias para a capital amazonense.

Depois de um tempo, Osman mandou construir outro barco, na cidade de Manaquiri (AM), que o chamaria de Pérola do Amazonas. Com esse novo transporte, seguiria a sua missão fazendo regatão.

Casa onde morou Osman Gazel, na travessa Colombiano Marvão. (Foto: Silvan Cardoso)

Retorno para Alenquer

Percebendo que já era preciso, retornou para a sua cidade natal, levando consigo o barco Pérola do Amazonas, suas demais conquistas e bastante experiência de vida.

Em Alenquer, colocou o Pérola do Amazonas para fazer a linha Alenquer-Santarém-Alenquer. Também fundou a fazenda Brasília na PA-254, onde passaria a investir e a trabalhar na pecuária.

Morou numa casa na travessa Colombiano Marvão, hoje com aspecto de abandono, mas que tem um estilo arquitetônico peculiar, atraindo a atenção de quem passa por ela.

Osman Gazel faleceu no dia 31 de agosto de 1989, aos 68 anos, sendo sepultado no cemitério Santa Maria, bairro Luanda.


Fonte:

• Relatos de Familiares de Osman Gazel

• Livro Antes Que a Gente Esqueça: Lembranças e Relembranças da Cidade de Alenquer (Luiz Ismaelino Valente e Roberto da Cruz Mesquita)



Comentários

  1. Conheci d. Lair convivi com ela e sua filha Eliene Gazel minha grande amiga mãe de Franceli, Alexandre, sua caçula que esqueci o nome.

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