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OSMAN GAZEL: RESGATE DE UM PERSONAGEM HISTÓRICO DE ALENQUER

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Osman Batista Gazel, comerciante, seringalista e pecuarista alenquerense (Foto: Arquivo da Família Gazel). Silvan Cardoso Osman Gazel é um personagem de Alenquer que ficou no esquecimento por décadas. Embora não esteja atualmente entre as figuras de destaque nos relatos em conversas de esquina ou publicações locais, sua trajetória de vida no meio social pode ser considerada uma parcela de contribuição para este município. Filho de libanês  Um imigrante libanês, chamado Felix de Almeida Gazel, morou em Alenquer nas primeiras décadas do século XX, onde constituiu família com Ana Batista Gazel, com quem teve seis filhos: Osman, Aderaldo, Labibe, Ana “Nazita”, Humbertina e Mary. Um desses filhos, Osman Batista Gazel, nasceu no município ximango no dia 07 de fevereiro de 1921. Casou-se com Lair Macedo, irmã do ex-prefeito Edson Macedo, com teve oito filhos (não necessariamente ordem de nascimento): Eliana, Eliene, Eliete, Elicele, Elinelson, Elielcio, Aderaldo e Osman Filho. Seu pai, Fe...

SEU MINILDES, O CARROCEIRO QUE DAVA NOME DE POLÍTICO AOS BOIS

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Silvan Cardoso Seu Minildes na última vez que montou numa carroça, na frente de sua casa. Foto: Silvan Cardoso   O senhorzinho sentado em uma cadeira em frente à sua casa, na travessa Arnaldo Moraes, observava as pessoas que caminhavam sobre as areias dessa via, quase na esquina com o beco Santa Isabel, no bairro Aningal, em A l enquer ( PA).   Era uma pessoa cheia de humor, com uma gargalhada característica e que nos seus últimos anos de vida sentia saudade das épocas de sua juventude. Praticamente distante dos olhares da multidão, permaneceu confinado em sua residência, algumas vezes tendo que caminhar em lugares próximos, visitando parentes e buscando por distrações.   Foi uma pessoa que, enquanto vivo, poderia ser chamada tranquilamente de “lenda viva” da história popular alenquerense. Hoje, é uma lenda que ainda está viva, mas nas lembranças e nos pensamentos de moradores de praticamente todas as regiões de Alenquer.   Quando se fala no seu nome,...

O CÍRIO POR ANINGAL OU LUANDA: UMA CELEBRAÇÃO DE FÉ E DE "COMPETIÇÃO" EM ALENQUER

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Silvan Cardoso Círio de Santo Antônio de Alenquer 2022 vindo pelo bairro Aningal (detalhe da carruagem ornamentada pelo artista Paulo Alves). Foto: Diocese de Óbidos. Todos os anos, entre os meses de janeiro e abril, há uma pergunta que os alenquerenses costumam fazer entre si sobre a festividade de Santo Antônio de Alenquer: o círio vai passar por qual bairro, Aningal ou Luanda? Ficou meio que uma “dúvida tradicional” e "competição" sobre uma das maiores festas religiosas da região Oeste do Pará. O círio de Santo Antônio, que inicia a trezena da festividade, é um dos eventos mais aguardados pelos ximangos, numa época que mais movimenta a cidade. Círio de Santo Antônio passando pelo bairro Luanda. Foto: G1; Por qual lado o círio passará ? Diferente de Belém e Santarém, que possuem um percurso fixo em seus círios, em Alenquer, todo ano, uma  comunidade católica é definida para se tornar o ponto de partida da tradicional procissão. Não importa de qual bairro saia, sempre pa...

DONA INEZ: A BENZEDEIRA DO ENCANTE DE ALENQUER

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por Silvan Cardoso São raras as fotos de dona Inez, avessa a esse tipo de registro. Nesta, está com sua filha Josely Carmela (lado direito). (Foto: Reprodução) A adolescente, o assediador e a curandeira Certa vez, uma adolescente percebeu que estava sendo assediada por um vizinho, que já tinha uma idade madura. Toda vez que ela saía de sua casa, ou ele a desejava só por observá-la ou mexia com ela em toda oportunidade que se aproximava da jovem. Mas ela nunca cedia, embora não contasse pra ninguém o que estava acontecendo. Passou-se o tempo e o assediador morreu, sem nunca ter conseguido a quem tanto desejava. A mãe da menina foi ao velório, levando a menina para ver o corpo. A adolescente, enfim, estava se livrando daquela pessoa que muito a incomodava. Com o passar dos dias, a jovem passou a ter alucinações durante as noites. Não conseguia dormir direito. Ou ouvia vozes incômodas ou enxergava pelos cantos escuros da casa o rosto do velho assediador. Todas as noites aquilo a a...

40 ANOS DA PRAÇA TANCREDO NEVES, SE AINDA EXISTISSE...

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por Silvan Cardoso Praça Tancredo Neves, na frente de Alenquer, um marco de gerações. (Fotos: Reprodução) Na segunda-feira de 21 de abril de 1986, o então prefeito de Alenquer, João Ferreira, o "J Ferro", inaugurava a icônica praça Presidente Tancredo Neves. Justamente no feriado de Tiradentes foi o grande dia da inauguração!  Na época, Jader Barbalho era o governador do Pará e José Sarney era o então presidente da República Federativa do Brasil. Em Alenquer, Antônio Mota de Oliveira era o vice de João Ferreira. E nomes, como João Pereira de Oliveira (Secretário de Administração), Carlos Alberto Felipe Barbosa (Secretário de Obras), João Martins Chaves Nascimento (Secretário de Finanças), Ana Amélia Chaves Siqueira (Secretária de Educação) e Antônio de Souza Costa (Secretário de Saúde) ocupavam o primeiro escalão da gestão de J Ferro.   Tancredo Neves, presidente eleito (que não tomou posse) e que foi homenageado, nomeando a praça. A data para inaugurar o logradouro não...